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I Like This | “Vasco da Gama foi, é e sempre será uma inspiração para a nossa adega”
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“Vasco da Gama foi, é e sempre será uma inspiração para a nossa adega”

“Vasco da Gama foi, é e sempre será uma inspiração para a nossa adega”

A figura de Vasco da Gama, Conde de Vidigueira, está intrinsecamente ligada à Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito. Como patrono, Vasco da Gama é a figura principal de vários vinhos lançados pela Adega e que são um sucesso no mercado, como é o caso do 1498, uma edição limitada que celebra os 520 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia. José Miguel d’Almeida, presidente da Adega, revela qual a influência deste navegador nos vinhos lançados pela instituição e explica as suas características únicas.

Em junho deste ano a Adega lançou um vinho muito especial com uma edição limitada de apenas 1498 garrafas. Com surgiu a ideia de criar este vinho?
A Adega Cooperativa de Vidigueira há muito ansiava ter um vinho de referência, pelo que pedimos ao nosso enólogo, Engenheiro Luís Morgado Leão, que o criasse. De todas as vinhas dos nossos associados foram escolhidas algumas pelas suas particularidades. Quando o tempo da vindima chegou, ficámos encantados com a qualidade das uvas: 60 por cento eram de Alicante Bouschet e 40 por cento de Syrah. Chegaram à Adega no exato ponto de maturação, como tínhamos definido logo no início desta aventura. As uvas foram pisadas duas vezes por dia durante 18 dias. O vinho obtido estagiou mais de dois anos em barricas de carvalho francês Allier Extrafino e daí passou para as garrafas onde repousou ainda mais um ano, saindo um vinho com uma extraordinária qualidade. Chamámos-lhe 1498 porque foi em 1498 que D. Vasco da Gama chegou por barco à Índia e porque apenas foram produzidas 1498 garrafas. Em junho de 2018 e porque se cumpriam 520 anos desse feito, o Vidigueira 1498 – Grande Reserva foi lançado no Convento das Relíquias, local que Vasco da Gama escolheu para ser sepultado.

Quais as especificidades únicas deste vinho?
As uvas de Alicante, Bouschet e Syrah foram cuidadosamente escolhidas e vinificadas para fazerem este grande vinho. Uma harmonia perfeita entre duas das mais expressivas castas tintas da atualidade vitícola alentejana, que se adaptaram particularmente bem ao terroir da Vidigueira. Castas, clima, solos, práticas culturais, métodos de vinificação e envelhecimento. Nada foi deixado ao acaso.

Quase cinco meses após o lançamento oficial do 1498, como avalia a recetividade do mercado?
Mal o vinho foi lançado começaram a chegar os pedidos, dadas algumas especificidades da apresentação das garrafas. São fornecidas num estojo de madeira de nogueira polida, numeradas, com um pequeno livro e um certificado de posse. Tudo elementos fundamentais para verdadeiros apreciadores e ainda mais para os colecionadores poderem sempre indagar se garrafas com determinados números ainda estão disponíveis.

Vasco da Gama é o patrono da Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito. Qual o papel e a influência deste navegador português nos objetivos e nos projetos da adega?
A figura de Vasco da Gama, Conde de Vidigueira, está intrinsecamente ligada à Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito. Tão ligada que desde a fundação da Adega, em 1960, muitos vinhos usaram e usam elementos de referência a este nobre português. Temos, por exemplo, os casos dos vinhos Navegante, os Vila dos Gamas, os Conde da Vidigueira, ou seja, uma simbiose total entre Vasco da Gama e a nossa Adega.

Além deste projeto recente, que surge como comemoração dos 520 anos da chegada de Vasco da Gama à Índia, os vinhos da adega são também uma homenagem ao navegador, uma vez que contam uma história dividida em sete atos. De que forma é que estes vinhos são uma experiência sensorial?
Provar e beber os vinhos do portfólio da Adega é uma viagem vínica, de descoberta de novos aromas e sabores, em tudo igual à viagem de Vasco da Gama que também foi à procura dos aromas e sabores do Oriente. Os vinhos da nossa Adega estão divididos e classificados em sete atos, cada um deles representando uma fase desta viagem, simultaneamente, vínica e de descoberta. O que significa que quem fizer a “viagem vínica” toma contacto com vinhos únicos, feitos com mestria, numa relação qualidade/preço imbatível. Começando no Navegante e acabando no 1498, a viagem percorre vinhos onde as castas da nossa região lhes dão muita elegância, cheios de personalidade e alma, com características especiais que podem ser bebidos em todas as ocasiões. Tornam-se assim, vinhos únicos cheios de exuberância e personalidade.

O Vasquinho é outro dos produtos de excelência da Adega. Lançado em 2012, este vinho licoroso continua a somar prémios. Qual a recetividade do mercado ao Vasquinho?
O Vasquinho é um dos vinhos licorosos que integra o portfólio da Adega. É um vinho a que o mercado tem dado um grande relevo, potenciado pelos prémios que tem recebido. Tem uma excelente intensidade aromática, é frutado, com notas de geleia de frutos vermelhos e figos em calda. Apresenta um sabor amendoado, concentrado e volumoso com alguma compota de ginja e leve chocolate. Recentemente decidimos apostar na divulgação do Vasquinho junto do público mais jovem, sobretudo em cocktails, que estão a ter grande aceitação.

Os vários vinhos da Adega refletem a importância de Vasco da Gama na história da região e do nosso país. Pode desvendar-nos se, para os próximos anos, preveem o lançamento de mais vinhos associados ao navegador?
Vasco da Gama foi, é e será sempre uma inspiração para nós. A sua figura está tão ligada à Vidigueira, pelo título nobiliário que aqui recebeu depois de chegar à Índia, pelo facto de aqui ter vivido e por ter escolhido o Convento das Relíquias, aqui na Vidigueira, para ser enterrado. Note que até fizemos questão de, no jantar de lançamento do 1498, elaborar uma ementa indo-portuguesa, honrando assim o encontro de culturas protagonizado na primeira viagem marítima, de um europeu e português, à Índia. A Adega está sempre a inovar e em qualquer momento poderemos lançar novos vinhos ligados à figura do grande navegador.

A Adega Cooperativa de Vidigueira, Cuba e Alvito foi fundada em 1960, sendo uma das mais antigas de Portugal. De que forma é que tem conciliado a história e tradição com a modernidade e inovação?
No Alentejo, e muito particularmente na Vidigueira, temos sabido ser os guardiões das maiores tradições vinícolas. Por exemplo, sempre soubemos preservar até hoje o Vinho de Talha, processo de vinificação aqui deixado pelos romanos há 2000 anos. Mas a Adega Cooperativa tem crescido e tivemos que encontrar soluções para esses novos desafios. Tivemos que montar uma nova linha de engarrafamento, investimos em novas estruturas de receção das uvas e tratamento dos mostos e temos pela frente a criação de uma nova e grande estrutura para enoturismo, que verá a luz do dia no decurso de 2019. Com a dinâmica que criámos, e está instalada, os nossos vinhos passaram a conquistar muitas medalhas e prémios nacionais e internacionais. Com a visibilidade e notoriedade que hoje tem a Adega, cresceram as nossas responsabilidades, cresceram os clientes e o volume de negócios e, portanto, tinha que crescer a nossa ambição.

 

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