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Ilikethis | Uma viagem pelo património azulejar português
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Uma viagem pelo património azulejar português

Uma viagem pelo património azulejar português

 

O Museu Nacional do Azulejo foi fundado em 1965 para receber a coleção de azulejos do Museu Nacional de Arte Antiga. O local escolhido para albergar esta coleção foi o antigo convento de Nossa Senhora da Madre de Deus, fundado em 1509 pela rainha D. Leonor, mulher do rei D. João II e irmã de D. Manuel I. Na atualidade, o Museu Nacional de Azulejo, que passou a museu nacional em 1980, é um espaço de referência em termos nacionais e internacionais, pela especificidade das coleções que alberga e pela relevância dos antigos espaços conventuais.
O edifício atual, apesar de ter origem em 1509, é resultado de várias obras e remodelações, a primeira das quais decorreu em meados do século XVI, e implicou a construção do claustro maneirista e da igreja, cuja arquitetura foi atualizada ao estilo barroco durante os reinados de D. Pedro II e D. João V. Com a extinção das ordens religiosas, em 1834, e a passagem do convento para a tutela pública em 1872, decorreu uma nova intervenção que seguiu o espírito revivalista da época, tendo o espaço recebido diversos conjuntos de azulejos de outros edifícios.

O Museu Nacional do Azulejo tem como missão guardar, conservar, estudar e divulgar o património azulejar português, uma arte antiga identitária da cultura portuguesa. A coleção deste museu abrange a produção azulejar da segunda metade do século XV, aquando da chegada dos primeiros exemplares a Portugal, vindos de Manises, Valência, até às obras de alguns dos mais importantes autores portugueses contemporâneos. Esta coleção comprova que o azulejo tem vindo a ser usado de forma ininterrupta ao longo de quase seis séculos. Além do azulejo, estão expostas peças de cerâmica, porcelana e faiança dos séculos XIX a XX.

Aberto de terça-feira a domingo, o Museu Nacional do Azulejo tem duas salas para a apresentação de exposições temporárias, nacionais e internacionais, sendo que muitas destas resultam de trabalhos de investigação desenvolvidos pela equipa técnica do espaço. Ao longo dos últimos anos, têm sido apresentadas várias exposições que permitem perceber a história do azulejo ao longo dos séculos, nomeadamente através das exposições “Da Flandres. Os azulejos encomendados por D. Teodósio I, 5º Duque de Bragança” (outubro de 2012 a fevereiro de 2013), “Um Gosto Português. O uso do azulejo no século XVII” (julho a outubro de 2012) e “A Cerâmica Portuguesa da Monarquia à República” (outubro de 2010 a fevereiro de 2011). O principal projeto para o período de 2016/2017 é uma exposição sobre a azulejaria de Coimbra do século XVIII. No vasto acervo, destaque para um painel de azulejos exposto no claustro que representa uma panorâmica de Lisboa antes do terramoto de 1755.

O Museu integra uma biblioteca, uma loja e um restaurante que complementam a oferta de um espaço inclusivo e acessível a todos os públicos pelo preço de cinco euros, com desconto para maiores de 65 anos e gratuito para crianças até aos 12 anos. No primeiro domingo de cada mês a entrada no Museu Nacional do Azulejo é gratuita.

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