Uma viagem pela arte de entrelaçar o ouro
Numa combinação de tradição, joalharia e modernidade, em Gondomar pode fazer um percurso pela antiga arte de torcer fios de ouro e prata para criar peças únicas de filigrana que têm sido alvo das atenções nacionais e internacionais. A Rota da Filigrana, criada pelo município em 2016, inclui a visita a oficinas locais para conhecer o processo produtivo e já foi visitada por mais de seis mil pessoas.
Entrar numa oficina tradicional e observar com atenção as mãos de quem torce e entrelaça delicadamente finos fios de ouro e prata e os transforma em verdadeiras obras de arte que, nos últimos anos, têm conquistado a atenção nacional e internacional. Esta é uma viagem pela Rota da Filigrana, um projeto criado pela Câmara Municipal de Gondomar a 27 de junho de 2016 com o objetivo de dar a conhecer e valorizar os genuínos ourives da cidade onde esta é a principal atividade económica.
Conhecido como “Capital da Ourivesaria”, Gondomar tem boa parte da sua história associada à relação entre o Homem, a Oficina e o Ouro. A exploração mineira do ouro tem origens nos povos pré-romanos, tendo-se intensificado durante a presença romana, com a exploração de minas espalhadas nas serras de Pias e Banjas. Mais tarde, os fenícios introduziram as técnicas artesanais da filigrana na Península Ibérica. Na segunda metade do século XVIII, Gondomar começa a afirmar-se como um dos importantes núcleos da ourivesaria portuguesa, um estatuto
que mantém até aos dias de hoje, com a ourivesaria do concelho a representar cerca de 60 por cento da produção nacional. De acordo com dados do município, no ranking das oito maiores empresas portuguesas de joalharia e ourivesaria cinco são gondomarenses. A filigrana é o campo privilegiado na ourivesaria de Gondomar, sendo que esta atividade é praticada essencialmente em ourivesarias e oficinas de cariz familiar, utilizando técnicas passadas de geração em geração.
Aproveitando esta herança histórica, cultural e económica, a Câmara Municipal lançou, em 2016, a Rota da Filigrana, um produto turístico que valoriza esta arte antiga e que permite aos visitantes conhecer as oficinas, o processo de criação dos produtos e os seus autores e ainda adquirir peças únicas.
Com um ano de existência, o balanço da Rota da Filigrana não podia ser mais positivo e Carlos Brás, vereador do turismo da autarquia gondomarense, em declarações ao jornal Vivacidade, garantiu que a rota é “uma aposta ganha”, mostrando-se orgulhoso com o sucesso alcançado.
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