Custom Menu

Latest From Our Blog

Ilikethis | “Tive o privilégio de viver em muitos países e em Portugal descobri o paraíso”
20503
post-template-default,single,single-post,postid-20503,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,wpb-js-composer js-comp-ver-4.12.1,vc_responsive

“Tive o privilégio de viver em muitos países e em Portugal descobri o paraíso”

“Tive o privilégio de viver em muitos países e em Portugal descobri o paraíso”

São 153 anos de relação política, que começou a 20 de outubro de 1864, quando o coronel Francisco Facio apresentou credenciais como primeiro enviado extraordinário do México em Lisboa. Atualmente, a relação cresceu sobretudo a nível comercial, explica Alfredo Pérez Bravo, Embaixador do México em Portugal. A exercer o cargo há dois anos, o diplomata dá a conhecer a riqueza histórica, natural e gastronómica do México e revela porque considera Portugal um paraíso.

Celebrou recentemente dois anos como Embaixador do México em Portugal. Que avaliação faz da relação entre os dois países?
A relação entre Portugal e o México tem mais de 150 anos e sempre foi uma relação cordial, onde não existiram grande diferenças. No entanto, é uma relação que não se aprofundou, não se consolidou e não cresceu devidamente. O México e Portugal têm muitas semelhanças. São países que podiam ter uma melhor relação em todos os aspetos e é nesse caminho que estamos a trabalhar, sobretudo nos últimos dois anos. A relação entre Portugal e o México cresceu sobretudo na vertente comercial e do investimento. Nos últimos anos, o México transformou-se no segundo maior sócio comercial de Portugal na América Latina, a seguir ao Brasil. Isto é um dado muito importante, porque há uns anos o México não era um parceiro comercial significativo para Portugal.

O que justifica esta mudança?
Na minha opinião, a razão mais importante para esta mudança está relacionada com a crise económica mundial de 2008 e a crise em Portugal de 2011, que afetaram os principais parceiros económicos de Portugal. Quando as economias desses países começaram a ter um menor crescimento e as exportações de produtos e serviços diminuíram, os empresários viram-se obrigados a procurar novos mercados. Por isso, em 2013 e 2014, o México apresentou-se como um mercado atrativo e 2015 e 2016 foram anos em que o investimento no México e as trocas comerciais cresceram bastante. No total, temos hoje cerca de 700 empresas portuguesas presentes no México e o investimento cresceu muito, o que é um indicador da relação económica entre os dois países. Calculamos que até 2018 haverá investimentos portugueses no México de cerca de 3000 milhões de dólares.

Sendo Embaixador em Portugal há dois anos, qual a sua opinião sobre o país e o povo português?
Fui Embaixador em 48 países, incluindo em países africanos, no Caribe, na Malásia, na Rússia, na Suécia, e também já vivi em Washington. Tive a sorte e o privilégio de viver em muitos países e quando cheguei a Portugal descobri o paraíso. Afirmo sempre que me enviaram para o paraíso. Portugal tem algo muito raro no mundo, que é segurança.
Fui Embaixador na Argélia durante a guerra e não há pior coisa do que viver num local inseguro com violência. Outra questão importante para mim é que Portugal tem bons serviços médicos e um terceiro fator é o clima fantástico. Além disto, a comida é excelente. O que mais aprecio são as sobremesas e o pão. Cada metro quadrado de Portugal é precioso e quando podemos viajar pelo país descobrimos locais extraordinários. Viajei muito no norte e já estive mais de 20 vezes no Porto, que é uma cidade que me encanta, mas também outras cidades portuguesas como Braga, Guimarães, Póvoa de Varzim, Évora, Coimbra. Mas, o mais importante, são as pessoas. Os portugueses têm uma qualidade que é o facto de saberem receber qualquer pessoa, saberem conviver com os estrangeiros. Os portugueses fazem qualquer pessoa sentir-se em casa.

Leia a entrevista na íntegra fazendo o download da 17ª edição da I Like This em www.micas.pt

Sem comentários

Sorry, the comment form is closed at this time.