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I Like This | “Se sentimos que devemos lutar pelos nossos sonhos, temos de fazê-lo”
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“Se sentimos que devemos lutar pelos nossos sonhos, temos de fazê-lo”

“Se sentimos que devemos lutar pelos nossos sonhos, temos de fazê-lo”

Quem olha para Carina Pinto da Costa, com um ar doce, jovial e de sorriso cativante, pode não acreditar que esta jovem de 31 anos é uma das proprietárias do Grupo Pinto da Costa & Carriço, atualmente com sete unidades de negócio em Vila Nova de Famalicão, Santo Tirso, Matosinhos, Porto e Melgaço. Determinada, ambiciosa e perseverante, Carina não vira as costas a um desafio e é no amor que encontra a sua maior força.

Tem formação superior na área da Gestão e do Marketing. Como começou o seu percurso académico?
A verdade é que eu tenho uma paixão por números e, na altura, achei que o mais indicado para a minha formação seria a gestão, como uma ferramenta que podia utilizar. Sempre estudei e trabalhei ao mesmo tempo e esta pareceu-me a escolha mais indicada, tendo em conta que era profissional de vendas. Por outro lado, a gestão empresarial era uma área que me interessava, porque reparava num conjunto de situações a nível empresarial e de gestão que, para mim, não fazia muito sentido. Já na altura pensava muito numa perspetiva de crescimento, de expansão de negócios e de como é que as pessoas podem ter mais qualidade financeira e, nesse sentido, optei pela formação nesta área.

O facto de ter trabalho e estudado ao mesmo tempo foi uma dificuldade no seu percurso ou contribuiu para o seu sucesso?
Quando estudamos e trabalhamos, por vezes sentimos dificuldades na organização. No entanto, eu sabia bem o que queria e acho que a junção entre o estudo e a vida profissional foi perfeita. A junção entre a formação, a aprendizagem e a prática foi o que fez de mim aquilo que sou hoje. A verdade é que nas universidades não se aprende aquilo que se aprende no terreno, na vida real. Se não tivesse conciliado estas duas situações, não teria certamente a ambivalência que tenho hoje.

Sendo licenciada em Gestão, como é que a área da saúde, bem-estar e holística entrou na sua vida?
São áreas completamente distintas e durante muito tempo achei que não era possível poder ter o equilíbrio entre as duas. No entanto, tenho cada vez mais a consciência de que só é possível termos qualidade de vida se tivermos uma boa prática mental e uma boa saúde e quando refiro saúde falo em saúde mental, física e energética, porque tudo está interligado. Por essa mesma razão, mas também por ser uma curiosa e ao mesmo tempo uma cética, procurei muitas formações neste âmbito, para perceber até que ponto algumas coisas fazem sentido e outras são sobrevalorizadas.

De que forma surgiu o primeiro projeto profissional?
O primeiro projeto – O Caminho Violeta – surgiu por querer ajudar as pessoas a ajudarem-se. Tendo em conta o meu percurso de vida e a minha história, eu acredito que, às vezes, o que falta nas pessoas é mais confiança nelas mesmas e um pequeno empurrão. A clínica de saúde e bem-estar surgiu como uma forma de criar um complemento para a vida das pessoas, porque a realidade é que hoje em dia não há tempo para cuidarmos de nós e muitas vezes as pessoas só o fazem quando algo não está bem. Por isso, nesta clínica, fazemos a prevenção e o tratamento dessas situações.

Depois desse primeiro projeto, surgiram muitos outros, como o ginásio My Way, as Termas de Melgaço e o Hotel 8 Villas. Como é que estes desafios foram aparecendo ao longo do tempo?
Todos os projetos foram aparecendo porque gosto de coisas desafiantes. Eu tenho um problema: gosto de pegar em coisas que não funcionam e pô-las a funcionar. Quando olhamos para o mundo à nossa volta e temos esta perspetiva de observação, começamos a perceber o que é que faria sentido, o que podia ser um contributo para a nossa comunidade, e nessa busca foram surgindo os outros projetos que atualmente fazem parte do Grupo.

O que é que a atrai em todas as áreas diferentes em que trabalha?
Apesar de serem todas áreas diferentes, têm algo em comum: os números e o facto de ter de concretizar algo. Por outro lado, essa mesma diferença atrai-me. Se as coisas forem sempre iguais, cansa porque entramos numa rotina. Quando as coisas são diferentes, conseguimos perceber a magia que é acordar todos os dias para nos colocarmos num novo patamar.

Como é que se autodefine?
Não consigo definir-me, é quase uma missão impossível (risos). Acho sempre que quando nos autodefinimos acabamos por nos limitar, porque passamos a ser apenas aquilo.

Quais as características que considera ter que contribuem para que seja uma empresária de sucesso?
Acima de tudo, tenho resiliência. Eu não desisto. Esse é o meu lema de vida.

O que é que valoriza nas outras pessoas?
Valorizo que sejam elas mesmas. É interessante lidarmos com pessoas precisamente porque as pessoas são todas diferentes. Aliás, tenho dezenas de pessoas com as quais trabalho e todas são diferentes. Não tenho por hábito achar que gosto mais de uma ou outra característica. Considero que quando lidamos com pessoas, ou gostamos delas tal e qual como são, ou simplesmente não gostamos e aí acabamos por não partilhar, não experienciar e não viver.

Quando não está focada na sua vida profissional, o que gosta de fazer nos tempos livres?
Nada (risos). A mente é algo que não conseguimos desligar e se há coisa que gosto de fazer no meu tempo livre é focar-me nos meus pensamentos, projetar o que pode ser melhorado, o que posso fazer mais, onde posso aprender, como é que posso evoluir. Eu preciso desses momentos de nada para conseguir fazer o resto da minha vida de uma forma tranquila.

Com 30 anos, o que pensa quando olha para o que já conseguiu?
Penso que podia ter sido mais cedo (risos). Acredito que, com as ferramentas que tenho, se tivesse confiado mais há alguns anos atrás, teria dado estes passos mais cedo.

Que conselho daria a uma pessoa que está nessa situação, que quer dar o passo seguinte, mas não arrisca?
Eu digo sempre que com medo ou sem medo, nós devemos avançar e arriscar. As pessoas têm o hábito de dizer que para mim as coisas são fáceis, mas não são, porque também tenho momentos de insegurança e em que me questiono. Mas, independentemente do grau de insegurança ou de medo, eu não paraliso. Quando estamos parados somos um alvo fácil e quando avançamos, ainda que com dificuldades, conseguimos evoluir na nossa vida e fazer algo. De certa forma, considero que se sentimos que devemos fazer algo e lutar pelos nossos sonhos, então temos de o fazer, porque o pior que pode acontecer é não acontecer nada.

A Pinto da Costa & Carriço é uma empresa familiar que partilha com o seu marido. Quais as maiores dificuldades perante esta realidade?
Sinceramente, não posso dizer que tenhamos dificuldades nesse aspeto. Apesar de sermos uma empresa familiar, temos uma cumplicidade e uma conexão tão forte que não temos momentos de discordância. Portanto, os nossos maiores desafios não se prendem por aí. Os desafios acabam por ser a falta de tempo, principalmente pela quantidade de projetos que temos em mãos.

É difícil partilhar as 24 horas do dia com o seu marido?
Se me dissessem há uns anos atrás que isto ia ser uma realidade, eu diria que não seria possível. Mas, de facto, quando as coisas funcionam, as pessoas se encaixam e são as pessoas certas, então não é difícil. Apesar de passarmos 24 horas por dia juntos, há muitas situações em que não temos momentos a sós, porque estamos sempre com outras pessoas e temos muitas coisas para fazer.

O que é que a faz mais feliz?
O que me faz mais feliz é o amor e conseguir atingir os meus objetivos.

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