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Ilikethis | Região Centro: Termas do Centro, destinos de saúde e bem-estar
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Região Centro: Termas do Centro, destinos de saúde e bem-estar

Região Centro: Termas do Centro, destinos de saúde e bem-estar

Com 22 estâncias termais, a região Centro agrega quase 70 por cento das termas existentes em Portugal. Reforçar a competitividade turística destas 22 estâncias abrangendo as áreas de saúde e bem-estar, natureza, património, cultura e gastronomia é o principal objetivo do projeto Termas Centro, cujo promotor líder é a Associação das Termas de Portugal – Delegação Centro.

Quantas vezes já deu por si a sentir a necessidade de fugir de tudo e descobrir a tranquilidade? Relaxar, encontrar o equilíbrio entre corpo e mente, desfrutar do tempo, da calma, do conforto e aproveitar um momento zen. Nada melhor para descansar e escapar da rotina do que partir à descoberta das termas e, na região Centro, a oferta é muita e diversificada.

Pelas suas características geológicas, a região Centro é abundante em nascentes termais. A água mineral natural, que nasce das profundezas da terra, é uma água considerada bacteriologicamente própria, de circulação profunda, com particularidades físico-químicas estáveis na origem dentro da gama de flutuações naturais, de que resultam propriedades terapêuticas ou simplesmente efeitos favoráveis à saúde. O poder revigorante das águas medicinais é combinado com técnicas e meios que garantem a prevenção terapêutica, a reabilitação e o bem-estar.

As 22 estâncias termais do Centro – Alcafache, Almeida – Fonte Santa, Caldas da Rainha, Cró, Carvalhal, Cavaca, Curia, Caldas da Felgueira, Ladeira de Envendos, Longroiva, Luso, Manteigas, Monfortinho, Monte Real, Sangemil, S. Pedro do Sul, Unhais da Serra, Vale da Mó, São Miguel, São Tiago, Bicanho e Penamacor – Águas – têm tanto de riqueza como de diversidade, proporcionando serviços de tratamento termal, mas também experiências de bem-estar termal. Se, por um lado, o tratamento termal permite combinar ações terapêuticas indicadas para determinada condição (seja do aparelho respiratório, circulatório, dermatológico, digestivo, nefro-urinário ou por questões reumáticas e musculo-esqueléticas ou do foro metabólicas-endócrinas), a vertente do bem-estar está ligada à estética, beleza e relaxamento através da utilização de água mineral natural, o seu elemento diferenciador.

“Uma ida às termas é uma cura não só física, mas também psicológica, porque são espaços que fazem bem ao corpo e à mente”, explica Guida Mendes, coordenadora das Termas Centro. Este projeto, cujo promotor líder é a Associação das Termas de Portugal – Delegação Centro, é cofinanciado pelo programa Operacional Centro 2020, Portugal 2020 e União Europeia, através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), no âmbito da Estratégia de Eficiência Coletiva PROVERE.

No contexto do projeto será valorizada a vertente imaterial das 22 estâncias termais do Centro numa lógica de trabalho em rede em que se pretende “reforçar a competitividade turística das estâncias abrangendo as temáticas de saúde e bem-estar, natureza, património, cultura e gastronomia”, esclarece a coordenadora. Com vista a conquistar mais aquistas, o projeto orienta-se no sentido de dar a conhecer as qualidades e benefícios das águas das estâncias, mas também a riqueza que as envolve em termos de património e natureza. “Quando alguém vem para uma das estâncias não vem apenas para fazer termas, vem para conhecer uma região onde se podem ver monumentos, fazer caminhadas, provar boa gastronomia e estar em contacto com as gentes da terra”, identifica Guida Mendes.

É com base neste pressuposto que são definidos quatro projetos-âncora: marketing e comunicação, animação, estruturas de animação permanente e inovação.

No âmbito do marketing e comunicação prevê-se a realização de iniciativas de aprofundamento da marca Termas Centro, identidade umbrella da Rede de Estâncias Termais do Centro; a produção de material promocional segmentado de acordo com os públicos-alvos da estratégia de marketing – consumidor final, prescritores, imprensa,
trade e corporate -; a realização de eventos onde se pretende debater assuntos relacionados com o termalismo; e a participação em feiras, no sentido de “dar a conhecer o que pode ser feito nas termas, as suas mais-valias e potencialidades”. Outro dos objetivos desta estratégia é a criação de produtos compósitos, que não são mais do que “a promoção conjunta de diversos recursos da região, como o produto lançado em parceria com as Aldeias Históricas – “Venha ao território, visite uma aldeia histórica e usufrua de uma experiência termal” -, menciona Guida Mendes, recordando os propósitos dos Short Breaks, recentemente lançados. No contexto das estruturas de animação permanente será criado um sistema de sinalização e a implementação de estruturas de receção/acolhimento, que permite identificar a rede das 22 estâncias termais, facilitando a divulgação turística da região em termos de gastronomia, cultura e natureza.

O plano de animação integra um conjunto de eventos que irão decorrer durante 22 fins-de-semana, entre julho e novembro, em todas as estâncias termais, orientados para todas as idades. Paralelamente, será promovida a “criação de um prato saudável nos restaurantes locais que terá como objetivo a participação num concurso; este concurso dará, mais tarde, origem a um livro sobre as receitas saudáveis das Termas do Centro”, esclarece Guida Mendes.

Sendo a água termal o bem mais precioso destes locais, a investigação da sua influência em determinadas patologias e a possibilidade da sua utilização na dermo-cosmética adquirem uma importância fundamental. Com vista a comprovar cientificamente a eficiência das águas termais, estão a ser desenvolvidos dois estudos: “Investigação Clínica em Crenoterapia, Estudos Clínicos e Moleculares – Efeitos da inalação de água sulfurosa termal em doentes com doenças respiratórias, rinossinusite crónica e asma brônquica”, desenvolvido no Centro de Investigação em
Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior pelo Professor Doutor Luís Taborda Barata; e “Caracterização do potencial bioativo dos recursos hídricos termais da região Centro”, numa colaboração entre a Universidade da Beira Interior e a Faculdade de Farmácia da Universidade de Coimbra, com coordenação da Professora Doutora Ana Palmeira e da Professora Doutora Maria Teresa Rosete. No contexto da dermo-cosmética pretende-se que “as estâncias termais criem produtos de cosmética basados na água termal, como cremes de rosto e de corpo”, à semelhança do que acontece com a linha AQVA, desenvolvida nas Termas de São Pedro do Sul.

Leia a restante reportagem sobre a região Centro através do download da 17ª edição em www.micas.pt

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