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Ilikethis | Região Centro: “Queremos afirmar o iNature como um referencial de qualidade”
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Região Centro: “Queremos afirmar o iNature como um referencial de qualidade”

Região Centro: “Queremos afirmar o iNature como um referencial de qualidade”

A promoção de turismo de natureza em 12 áreas classificadas da região Centro é o mote da Estratégia de Eficiência Coletiva iNature, que agrega mais de 300 agentes públicos e privados. Miguel Vasco Ribeiro, coordenador do projeto, explica a sua importância no contexto da região e revela os principais objetivos traçados até ao final do presente ano.

O iNature é um dos cinco projetos PROVERE aprovados no âmbito do Centro 2020. De que forma se caracteriza?
A Estratégia de Eficiência Coletiva iNature tem como principal objetivo dinamizar o turismo de natureza na região Centro. Tal é feito através de um trabalho de dinamização económica dos valores naturais de 12 áreas classificadas que, em rede, definem uma oferta integrada que pode ser de grande relevância na afirmação desta região como um destino de excelência para um segmento de mercado de grande dimensão e com indicadores em termos de permanência e gasto médio muito interessantes, que procura atividades nos domínios do pedestrianismo, do BTT e do birdwatching e que encontra neste território uma grande diversidade de experiências em contexto natural. Por esta via, pretende-se criar riqueza e emprego num território que enfrenta graves problemas demográficos, mas que apresenta potencial intrínseco para o desenvolvimento de atividades turísticas sustentáveis.

Este projeto foca-se em turismo sustentável em áreas classificadas. Qual a importância de garantir a sustentabilidade turística destes locais?
A sustentabilidade é um princípio fundamental neste projeto, na medida em que se pretende que a atividade turística nestas áreas de grande valor natural assuma uma filosofia responsável, consciente dos efeitos que pode exercer em termos ambientais, económicos e sociais, promovendo o equilíbrio entre as motivações dos visitantes e as expetativas das comunidades locais. Ganha particular significado que o reforço do trabalho deste projeto coincida com o Ano Internacional do Turismo Sustentável para o Desenvolvimento. Pretendemos também que essa dimensão sustentável possa ser promovida por um programa de atração constante, ao longo de todo o ano, incorporando dimensões de responsabilidade ambiental, que atenue a excessiva concentração sazonal da procura e possa contribuir para atividades de iniciativa privada efetivamente sustentáveis em termos económicos. Para que este processo seja um contributo real para o desenvolvimento da região, terá também que se atender à preservação dos valores naturais e da paisagem, que são os elementos fundamentais na estruturação de oferta de turismo de natureza. Prevemos a consolidação de um eixo de sustentabilidade que permitirá reforçar o posicionamento desta região, alinhado em coerência com as principais motivações do segmento de mercado que pretendemos captar, que está disposto a reconhecer no preço que paga a importância que atribui a uma oferta de estabelecimentos de alojamento e atividades de animação que respeitem princípios de eficiência energética, descarbonização e equilíbrio ambiental e social.

De que forma é que o projeto tem contribuído para a afirmação do território como um destino de excelência?
A afirmação do território passa em primeiro lugar pela capacidade que voltou a demonstrar de unir neste exercício de cooperação cerca de 300 agentes públicos e privados, que são a base do consórcio, e que lhe conferem uma escala e relevância que dificilmente cada uma das 12 áreas envolvidas conseguiria assumir por si só. A disponibilidade para a cooperação por parte dos agentes regionais é um fator imprescindível para o sucesso das políticas de desenvolvimento. Essa afirmação passará também pela vertente de comunicação e apoio à visitação, que permitirá à marca iNature ganhar notoriedade como o principal ponto de referência para quem pretenda experiências em espaço natural na região Centro. O trabalho que iniciamos no sentido de integrar a oferta no âmbito do que é a estratégia de promoção da Turismo Centro de Portugal, na certeza de que o produto turismo de natureza é muito relevante para a diversidade de experiências que distingue esta região e que existirão ganhos mútuos na conjugação com outros produtos turísticos, assim como a presença em feiras especializadas e a colaboração que encetamos com o projeto Portuguese Trails para a afirmação do produto Cycling & Walking nos mercados internacionais.

Quais os principais projetos desenvolvidos no âmbito do iNature?
Um calendário integrado de animação que promove atividades ao longo de todo o ano, convidando à visita das áreas classificadas que se distribuem por toda a região, e aposta na dinamização de percursos, com especial enfoque na rede de Grandes Rotas, cuja malha se estende por todo este território. Isto sustenta-se numa estratégia de comunicação descomplicada que pretende simplificar o acesso dos visitantes à informação que seja relevante para programarem a sua visita, e facilitar o seu acompanhamento, afirmando o selo iNature como referencial de qualidade no enquadramento de uma oferta sustentável. Contemplamos também uma vertente de inovação que trabalha no estabelecimento de novos modelos de utilização e visita em ambiente natural, seja através do envolvimento dos utilizadores na manutenção dos diversos percursos, georreferenciando pontos críticos, ou na cocriação de conteúdos de visitação. Sublinho uma aposta muito forte na capacitação, pois os recursos humanos são um ponto fundamental da experiência do visitante e deles dependerá grande parte do sucesso deste território.

Quais os objetivos traçados até ao final do presente ano?
Até ao final de 2017 teremos em pleno funcionamento as plataformas de comunicação, o que será fundamental para a promoção contínua do programa de iniciativas do próximo ano, concentrando esforços na aproximação da oferta à procura. Pretendemos também continuar o trabalho de proximidade junto dos agentes públicos e privados, no sentido de apoiar a execução dos seus projetos de investimento e identificar potenciais linhas de desenvolvimento de novos produtos e serviços, na melhoria contínua do que são as linhas fundamentais de inovação da nossa estratégia. Nesse domínio, iremos lançar as primeiras fases dos projetos de eco-design que vão ativar a fileira da Economia Circular e da Economia Verde, através da qual pretendemos desenvolver uma linha de equipamentos e sinalética para espaços naturais, assim como abrigos de birdwatching que possam assentar em práticas de arquitetura sustentável e possam alavancar a criação de novos negócios e serviços. Contamos poder atribuir a este eixo de empreendedorismo maior densidade, em estreita relação com os recursos endógenos de excelência que qualificam o território destas áreas classificadas. O objetivo imediato é que o consórcio PROVERE iNature reforce o seu papel de agente regional de referência para a estruturação de oferta de turismo de natureza e dinamize ativamente a sua promoção nacional e internacional, ao serviço de um território que pode ser de facto iNesquecível para quem o visita.

Leia a restante reportagem sobre a região Centro através do download da 17ª edição em www.micas.pt

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