Custom Menu

Latest From Our Blog

Ilikethis | Região Centro: “É na diversidade que está a identidade e a força do Centro”
20638
post-template-default,single,single-post,postid-20638,single-format-standard,ajax_fade,page_not_loaded,,wpb-js-composer js-comp-ver-4.12.1,vc_responsive

Região Centro: “É na diversidade que está a identidade e a força do Centro”

Região Centro: “É na diversidade que está a identidade e a força do Centro”

Região dinâmica, inovadora e heterogénea, o Centro tem-se afirmado como um polo de atração turística e económica. O Programa Centro 2020 é um aliado para a dinamização da região, com uma dotação de 2155 milhões de euros. A competitividade, ciência e tecnologia, política de cidades e territórios de baixa densidade são as principais áreas de atuação deste programa, explica Ana Abrunhosa, presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro.

O Programa Centro 2020 tem uma dotação de cerca de 2155 milhões de euros e foca-se em nove eixos estratégicos. Quais as linhas orientadoras deste programa que destaca?
Na prática o programa tem 10 eixos, uma vez que um é de gestão e assistência técnica. Os restantes visam o cumprimento da estratégia Europa 2020, que é essencialmente inovação, competitividade e internacionalização. Posso dizer que um dos grandes objetivos do programa é a coesão territorial e a diminuição das assimetrias territoriais, nomeadamente a melhoria da qualidade de vida e da competitividade dos territórios mais frágeis. Por outro lado, destaco o eixo 1, focado em projetos de ciência e tecnologia (investigação, desenvolvimento e inovação), o eixo 2, para a competitividade e internacionalização da economia regional, o eixo 7 (afirmação da sustentabilidade dos territórios) e o 9, orientado para a melhoria da qualidade de vida dos territórios através da política de cidades. Globalmente, temos cerca de 300 milhões de euros para a regeneração urbana das cidades, sendo que a ideia principal é a qualificação do espaço público. Paralelamente, temos um programa especial para os territórios de baixa densidade, sendo que o foco é a diminuição das assimetrias através da valorização dos recursos económicos dos territórios. Pretende-se criar condições para que exista atividade económica e inclusão de conhecimento e tecnologia. Neste quadro comunitário temos uma nova área associada ao Fundo Social Europeu que integra medidas de promoção da empregabilidade e da formação. Por exemplo, temos cerca de 35 milhões de euros para programas doutorais e medidas de apoio à criação do próprio emprego. Temos também uma área muito importante que está em crescimento que é a promoção turística, que se foca na qualificação dos equipamentos culturais e na promoção turística dos territórios.

Como avalia os resultados do programa até ao momento?
Na vertente da competitividade, o programa tem sido um sucesso. Comparando março de 2017 com março de 2010, ao nível das execuções e aprovações, posso dizer que estamos um ano adiantados. Estes dados devem-se essencialmente a quatro fatores: uma desmistificação de algo que era entendido como complexo e burocrático, uma vez que os agentes estão cada vez mais informados e já se discute a possibilidade de financiamento das estratégias empresariais através de fundos comunitários; a melhoria da envolvente internacional, uma vez que existe uma enorme procura pelos produtos nacionais, tendo em conta que o Made in Portugal é sinónimo de qualidade e as empresas necessitam de investimento em inovação tecnológica para dar resposta à procura; a qualidade das nossas instituições de ensino, que cada vez mais trabalham de perto com as empresas, passando o seu conhecimento para a sociedade e permitindo a criação de valor; e, por fim, o apoio concedido pela banca a empresas locais em áreas onde os apoios comunitários não se aplicam. Estes fatores levaram a que na região Centro, a dotação que tínhamos para as empresas, que era de cerca de 400 milhões de euros, esteja comprometida na totalidade. A taxa de execução é de 26 por cento, sendo que atualmente somos a região com maior taxa de execução. Neste programa temos ainda apoio ao mico empreendedorismo – SI2E – em parceria com os Grupos de Ação Local e as Comunidades Intermunicipais. Este apoio, que permite financiar investimento e contratação, tem uma dotação de cerca de 85 milhões de euros a fundo perdido. Ainda na área da competitividade, nos territórios de baixa densidade mantemos o apoio aos PROVERE, distribuídos em 10 milhões de euros por cinco projetos: Rede das Aldeias do Xisto, Aldeias Históricas de Portugal, Valorização das Estâncias Termais do Centro, iNature – Turismo Sustentável em Áreas Classificadas e Beira Baixa – Terras de Excelência. Nos eixos associados à Política de Cidades temos a aprovação de 300 milhões de euros, sendo que temos compromissos com 100 municípios da região para a intervenção em espaço público e em edifícios públicos. Nestas estratégias, temos aprovados 60 milhões de euros em 120 projetos concretos. Esta é uma área muito importante, porque atualmente vivemos e trabalhamos nas cidades e é importante criar condições para trabalhar, para viver e para visitar. Por exemplo, muitos municípios vão revitalizar edifícios do centro das cidades para a criação de espaços de co-working. Neste âmbito temos ainda o IFRRU 2020 – Instrumento Financeiro para a Reabilitação e Revitalização Urbanas, que totaliza 1400 milhões de euros. No eixo da ciência e tecnologia,
relativamente aos apoios diretos a projetos universitários, temos 35 milhões de euros aprovados, sobretudo projetos de investigação direcionados para a resolução de problemas da sociedade na área da energia, ambiente, saúde, materiais.

Quais as potencialidades económicas da região que têm permitido a afirmação nacional e internacional do território?
Internacionalmente, as nossas cidades são conhecidas como tendo uma elevada qualidade de vida, o que é um fator relevante para o investimento externo. Nenhum quadro superior se desloca de outro país se a cidade de destino não tiver boa qualidade de vida, com condições a nível da cultura, educação, saúde, lazer, habitação. Nos rankings internacionais que medem a qualidade de vida das cidades, várias cidades da região Centro estão em boas posições. Um segundo aspeto é o facto de os nossos autarcas serem verdadeiros embaixadores e agentes de atração de investimento, facilitando a implementação de empresas. Por outro lado, na região temos um sistema regional de inovação, ou seja, temos um conjunto de entidades produtoras de conhecimento que trabalha com as empresas na investigação e desenvolvimento, o que permite acrescentar valor.

Leia a restante reportagem sobre a região Centro através do download da 17ª edição em www.micas.pt

Sem comentários

Sorry, the comment form is closed at this time.