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I Like This | Redescobrir os faróis que iluminam Portugal
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Redescobrir os faróis que iluminam Portugal

Redescobrir os faróis que iluminam Portugal

“Faróis distantes… Incerteza da vida… Voltou crescendo a luz acesa avançadamente…”, escreveu Álvaro de Campos, um dos heterónimos de Fernando Pessoa. Este é apenas um de muitos versos dedicados ao longo da História de Portugal à relação umbilical do território com o mar. Durante séculos cantaram-se as desventuras dos navegadores, os temores de monstros como o Adamastor, mais as conquistas das naus quinhentistas. Com esta conexão ímpar aos oceanos, e a vontade de desbravar novos mundos, não é de admirar que a redescoberta dos faróis represente um ponto de interesse para milhares de pessoas.

Desde novembro de 2011, a Autoridade Marítima Nacional (AMN), através da Direção dos Faróis, decidiu abrir ao público as edificações que têm guarnição residente. Espalhados de norte a sul, incluindo os arquipélagos dos Açores e da Madeira, são mais de 50 os faróis que iluminam a costa; pelo menos 30 recebem visitas. A iniciativa tem mostrado uma grande adesão, com os números a registarem um crescimento gradual. Como curiosidade, no primeiro ano, os faróis acolheram 28 107 pessoas; em 2017 verificou-se um aumento para 73 892.

O interesse pelo chamado ‘Turismo de Farol’ permite uma revitalização da extensa rede nacional. Associados à ideia de lugares inóspitos e poéticos, a verdade é que vários destes faróis estão perto do cidadão-comum. O misticismo em volta destas obras de engenharia e arquitetura, que desde a Antiguidade têm como função iluminar a orla marítima, reforça a sua atratividade. Deste modo, e a par dos tradicionais assinalamentos e posicionamentos na costa, podem ser aproveitados para fins turísticos, promoção da cultura e história marítimas, monitorização e controlo de tráfego, vigilância do ambiente, entre outros aspetos.

Numa altura em que Portugal é paragem obrigatória nos melhores roteiros de viagens internacionais, com ofertas para vários tipos de viajantes, o reforço do turismo marítimo apresenta-se como mais uma alternativa a ter em conta. Portugueses e estrangeiros, com anseios de conhecer outras paragens que não os ambientes cosmopolitas e boémios de Lisboa e do Porto, encontram nos faróis uma oportunidade única de revisitação e contacto com as raízes dos navegadores, que daqui partiram à descoberta da Índia e Brasil.

Leia a reportagem na íntegra na compra da edição 20 da I Like This.

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