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I Like This | Preservar a história de uma região e do país no Castelo de Lindoso
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Preservar a história de uma região e do país no Castelo de Lindoso

Preservar a história de uma região e do país no Castelo de Lindoso

É um marco da arquitetura militar, uma vez que foi com ele que se deu início às construções com técnicas inovadoras que vieram marcar as construções seguintes. O Castelo de Lindoso é um dos locais de visita obrigatórios em Ponte da Barca, um sítio para descobrir a arquitetura, aprender sobre a história da nacionalidade e encantar-se com a beleza da paisagem.

O Castelo de Lindoso situa-se na freguesia do mesmo nome, a de maior área do concelho de Ponte da Barca (cerca de 4120 hectares), no distrito de Viana do Castelo, fazendo fronteira com Espanha. Estende-se pela vertente norte da Serra Amarela, na margem esquerda do rio Lima. Pela sua localização estratégica este foi um dos mais importantes monumentos militares em Portugal, representando um investimento militar do reinado de D. Afonso III. Na altura, este castelo teve um papel crucial na defesa da fronteira e é um dos mais importantes monumentos militares portugueses, apesar de ali não terem decorrido grandes batalhas ou episódios da história militar. Hoje em dia o Castelo de Lindoso é um marco histórico, classificado como Monumento Nacional desde 1910 e que tem entrada gratuita para quem queira conhecer o seu papel na história de Portugal.

Julga-se que o Castelo de Lindoso terá sido edificado no reinado de D. Afonso III, por volta de 1250, integrado na política de defesa das zonas fronteiriças. Na freguesia e lugar de Lindoso, a apenas 4800 metros da fronteira com Espanha, o castelo servia de defesa do vale do Lima. O topónimo Lindoso deriva do latim “limitosum”, que significa limitador e fronteira. Embora não existam informações sobre a ocupação humana primitiva no local, o topónimo não é mencionado nas Inquirições de 1220 e já surge nas Inquirições de 1258, o que pressupõe que tenha sido erguido de raiz no reinado de D. Afonso III. O castelo teria sido reforçado e ampliado no reinado de D. Dinis, a partir de 1278. Durante o período da Guerra da Restauração readquiriu importância graças à sua localização fronteiriça, tendo sido utilizado como base de apoio para as incursões das tropas sob o comando de Vasco de Azevedo Coutinho e de Manuel de Sousa de Abreu, em 1641. É no século XVII que é edificado o maior complexo defensivo do castelo, ao erguer-se a segunda linha de muralhas e ao reforçá-las com os mais avançados meios bélicos da época.

As intervenções no Castelo de Lindoso iniciaram-se em 1940, já após a classificação como Monumento Nacional, através da Direção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN), tendo-se procedido à reconstrução de panos de muralha e de ameias, assim como à demolição de algumas estruturas no pátio de armas. O núcleo que chegou até à atualidade é composto pelas muralhas de alvenaria de pedra, cujo topo é circundado por um adarve. Nestas muralhas rasgam-se duas portas, uma a norte (próxima da torre) e outra a sul, acedida por uma ponte levadiça em madeira. Esta última porta ostenta pelo interior um arco de volta perfeita e pelo exterior um arco quebrado, sendo ladeada por dois cubelos de planta regular. Após entrar no castelo pode observar a Praça de Armas, na qual se inscreve, a norte a Torre de Menagem, com 15 metros de altura, de planta quadrangular, com porta rasgada acima do nível do solo, dividida internamente em dois pisos e coroada por ameias. Além disso, no seu interior está, em ruínas, a casa do alcaide, uma capela e um forno.

Hoje o Castelo de Lindoso define-se como um espaço vivo onde são desenvolvidas atividades culturais promovidas pela autarquia e pelo Parque Nacional da Peneda-Gerês. A visita ao Castelo do Lindoso é gratuita e ali é possível ter uma vista privilegiada da paisagem envolvente, nomeadamente da albufeira do Lindoso. Integrado na Rede Interpretativa do Património do concelho de Ponte da Barca, o Núcleo Museológico da Torre de Menagem do Castelo de Lindoso dispõe de duas exposições. A primeira foca-se na arqueologia do território de Lindoso, desde a pré-história até à atualidade, com um espólio arqueológico proveniente de estações escavadas na área envolvente do Castelo de Lindoso, como por exemplo uma taça em cerâmica romana de Torreão dos Galegos ou várias pedras trabalhadas recolhidas no habitat romano de Leijó. A segunda exposição refere-se a uma coleção de armas, cedidas pelo Museu Militar do Porto, que datam do século XIV ao XIX. É ainda importante salientar que desde 1993 que decorrem trabalhos de recuperação da paisagem da zona envolvente, incluindo as eiras dos espigueiros, com o objetivo de valorizar um espaço de caráter rural enquanto enquadramento do Castelo.

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