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I Like This | “Portugal tem um povo de braços abertos que me fez sentir em casa”
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“Portugal tem um povo de braços abertos que me fez sentir em casa”

“Portugal tem um povo de braços abertos que me fez sentir em casa”

Em continentes diferentes, hemisférios distintos e com mais de 10 mil quilómetros de distância, Portugal e Argentina têm quase 200 anos de relação histórica que se tem fortalecido ao longo dos anos. A representar a Argentina em Portugal desde 2015, o Embaixador Oscar Moscariello explica de que forma se tem potenciado a amizade entre os dois povos e identifica os locais icónicos a visitar neste país sul-americano.

Portugal foi o primeiro país a reconhecer a independência da Argentina, em 1821. Como avalia a evolução desta relação bilateral ao longo dos anos?
A relação entre Portugal e a Argentina, na altura as Províncias Unidas do Rio da Prata, sempre foi ótima. Têm sido relações de amizade e encontro permanente. De facto, a Argentina também foi um dos primeiros países a reconhecer a República Portuguesa como tal. Este potencial de amizade não se perdeu no tempo e ambos os países fazem enormes esforços para que essas relações, que sempre foram boas desde os primeiros anos de existência da Argentina, se possam aprofundar. Além disso, a Argentina recebeu, em distintas etapas, muitos emigrantes portugueses. Há colónias de portugueses importantes no meu país e ainda hoje há cerca de 50 mil portugueses que vivem na República Argentina. Com os esforços que a Argentina tem feito para ingressar em diferentes organismos, temos sempre contado com o apoio de Portugal. Num encontro recente entre o primeiro-ministro português António Costa e o presidente da República da Argentina Mauricio Macri falava-se que Portugal é um verdadeiro apoiante da Argentina nas suas pretensões de pertencer à OCDE ou de confirmar o acordo com a União Europeia. Temos também aproveitado as circunstâncias de termos um chanceler na Argentina que foi Embaixador em Portugal durante 10 anos [n.r. Jorge Faurie] e o facto de o atual primeiro-ministro português e o atual presidente da Argentina terem coincidido enquanto exerciam os cargos de presidentes das cidades de Lisboa e Buenos Aires respetivamente. As relações pessoais neste contexto são muito boas e certamente que ajudam a potenciar as relações entre os dois países.

Em que aspetos é que o intercâmbio migratório tem contribuído para a aproximação dos dois povos?
Em 2016 a Argentina celebrou 200 anos da sua independência e a história do meu país permite perceber que existiram duas etapas: a colonização e “a chegada de homens de boa vontade que querem habitar o solo argentino”, como menciona o preâmbulo da nossa Constituição. Por exemplo, eu sou um “produto típico” da imigração italiana. Uma particularidade do povo argentino é a integração imediata que permite aos visitantes e a Argentina é, no fundo,
um conjunto de etnias que fez do país uma mescla de todos os povos que ali chegaram, desde espanhóis, portugueses, italianos ou franceses. Atualmente estão cerca de 50 mil portugueses a viver na Argentina, mas já foram mais de 150 mil, que se foram integrando ao longo do tempo. Em Portugal existem aproximadamente mil argentinos, de diferentes características profissionais e distribuídos um pouco por toda a geografia. Se analisarmos as correntes migratórias percebemos que a integração em ambos os países foi plena em todos os aspetos.

O desporto é um fator comum aos dois países. De que forma encara esta questão?
A Argentina sempre foi um grande exportador de futebolistas. O futebol é o desporto por excelência na Argentina, tal como é em Portugal. Neste momento há mais de 350 jogadores argentinos nas principais competições europeias e muitos passaram por Portugal, onde se potenciaram e cresceram. Os jogadores argentinos são apreciados e admirados, há muitos clubes argentinos que transcendem as fronteiras e se afirmam no estrangeiro e são reconhecidos pela sua qualidade. Em Portugal há vários jogadores que fazem parte da Seleção Nacional de Futebol Argentina e muitos que são queridos e idolatrados. Por isso, acredito que os desportistas argentinos são verdadeiros embaixadores do país.

Quais as principais semelhanças e diferenças que encontra entre os dois países?
Pelo facto de me sentir em casa, não sinto grandes diferenças entre os dois países. Nós, argentinos, também temos essa particularidade de sermos amáveis com os estrangeiros, de sabermos receber e sermos bons anfitriões, algo que encontrei em Portugal. De facto, não encontro grandes elementos que nos possam diferenciar. Penso que temos as mesmas origens e características que nos unem e, por isso, é muito fácil viver e conviver entre os dois países.

Leia a entrevista na íntegra fazendo o download da 20ª edição da I Like This em www.micas.pt

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