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Ilikethis | Pela rota da água e da pedra nas Montanhas Mágicas
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Pela rota da água e da pedra nas Montanhas Mágicas

Pela rota da água e da pedra nas Montanhas Mágicas

Descobrir as Montanhas Mágicas através do património natural e cultural ligado à água e à pedra que marcam a paisagem. Este é o objetivo da Rota da Água e da Pedra, que agrega sete municípios e que se estende do Douro até ao Vouga, passando pelas serras da Freita, Arada e Montemuro, em nove linhas que se constituem como paragens obrigatórias.

Linha A – Arada:
A serra da Arada localiza-se a noroeste de São Pedro do Sul, no extremo oriental do maciço da Gralheira. Com um cume de 1071 metros de altitude, a Arada tem vales rasgados em xisto e granito que lembram destinos exóticos de continentes perdidos. A sua riqueza em minério foi aproveitada, de que são exemplo as minas de Rio de Frades e Regoufe. Os rios e ribeiras de águas cristalinas abundam na serra, originando uma das mais densas redes de piscinas naturais do país. As cristas quartzíticas dispostas como livrarias gigantes e os vestígios fósseis de trilobites com 480 milhões de anos são visitáveis nas Librarias da Pena, São Macário e Deilão.

Linha B – Bestança:
Aproveitando uma falha para o desenvolvimento de um vale encaixado de grande beleza, o rio Bestança nasce a 1229 metros de altitude, rasga a serra de Montemuro e, com uma extensão de cerca de 13,5 quilómetros, desagua em Porto Antigo, entre as freguesias de Oliveira do Douro e Cinfães. Neste rio sucedem-se fragas, como as Fragas de Penavilheira, cascatas, de que é exemplo a Cascata da Ribeira de Tendais, e estruturas construídas pelo Homem, como a Ponte de Covelas e as Eiras da Lage. As levadas, presentes para dar força aos rodízios dos moinhos e para alimentar os regadios, são locais de visita obrigatória.

Linha C – Caima:
Este rio nasce na serra da Freita, na freguesia de Albergaria da Serra, a uma altitude de 1000 metros e despenha-se a mais de 70 metros de altura na Frecha da Mizarela, considerada a maior cascata de Portugal continental. É também no Caima que se podem ver levadas, como a Levada de Santa Cruz, com um pouco mais de um quilómetro, e bosques de azevinho, assim como caminhos antigos que ligavam as aldeias serranas (Ponte de Paço de Mato) e praias fluviais, nomeadamente a Praia Fluvial de Burgães. A cascata da Fílveda, que se despenha a 25 metros de altura é uma das mais bonitas cascatas da Rota da Água e da Pedra.

Linha D – Douro:
O rio Douro é o maior da Península Ibérica e o vale formado pela sua passagem permite observar uma paisagem deslumbrante única no mundo, nomeadamente no Monte de São Domingos, a aproximadamente 400 metros de altitude, e no Monte de São Gens, um dos pontos mais altos do concelho de Castelo de Paiva. O Areal do Espadanedo, na margem esquerda, é o testemunho do tempo em que o rio corria livremente, antes da subida das águas, provocada pela construção das barragens. Nesta linha existem ainda os Fósseis do Carbonífero, com vestígios vegetais do período carbónico da era Paleozoica, compreendido entre 245 e 359 milhões de anos atrás.

Linha F – Freita :
A serra da Freita, a mais alta do maciço da Gralheira, atinge os 1085 metros de altitude em São Pedro Velho. O planalto é o coração do Arouca Geopark e as Pedras Parideiras, um fenómeno geológico único, são um cartão de visita. No entanto, são as cascatas e os rios que fazem as delícias dos turistas, com destaque para o Canhão das Estacas, um pequeno desfiladeiro na ribeira das Estacas, a Cascata das Porqueiras, com 15 metros de altura, a Cascata do Poço do Linho, os Poços do Teixeira, verdadeiras piscinas naturais formadas pelo rio. Da Senhora da Lage e do Monte da Senhora da Mó avistam-se paisagens belíssimas.

Linha M – Montemuro:
A serra de Montemuro é a oitava maior elevação em Portugal, com 1382 metros de altitude, no Pico do Talegre, de onde se avista grande parte das serras do norte de Portugal, como a Estrela a sul e o Gerês a norte, o maciço da Gralheira, o Caramulo e o Alvão. O extenso planalto é uma paisagem humanizada, com lameiros, florestas naturais e pastagens. Além disso, são várias as cascatas, como as Cascatas da Tojosa e a Cascata da Pombeira, que representa uma sucessão de quedas de água sobre o maciço granítico do Montemuro. O granito é um dos principais elementos, que aqui toma formas caprichosas, como na Pedra Furada de Faifa.

Linha P – Paiva:
A linha do rio Paiva é a maior da Rota da Água e da Pedra, estendendo-se ao longo de um rio que é um dos mais bem conservados da Europa. As cascatas vertiginosas são um dos maiores atrativos, como a Cascata das Golas e a Cascata das Aguieiras. As florestas – Adernal da Retorta – e as praias fluviais – Poço Negro, Foz Cabril, Ponte de Cabaços e Praia Fluvial da Folgosa – compõem a paisagem. No entanto, o mais surpreendente são os fósseis com 480 milhões de anos, nomeadamente os Icnofósseis de Cabanas Longas e Pereiró e as Trilobites Gigantes de Canelas, onde foi encontrada a maior trilobite do mundo.

Linha T – Arestal:
Integrada no maciço da Gralheira, a serra do Arestal atinge 830 metros e aqui destacam-se os rios Mau, Gresso e Arões que, para chegar ao Vouga, superam desníveis que dão origem a inúmeras cascatas. A Cascata da Cabreia é uma das mais belas cascatas da Rota da Água e da Pedra, despenhando-se de uma altura de cerca de 25 metros, mas outras também podem ser visitadas, como as cascatas do Gresso, de Agualva e de Poço de Grade. Nas encostas da serra é possível encontrar monumentos megalíticos como a Anta da Cerqueira e gravuras rupestres no Forno dos Mouros e no Outeiro dos Riscos, que revelam a presença ancestral do Homem.

Linha V – Vouga:
O rio Vouga é o segundo maior inteiramente em território português. Este é um rio de águas límpidas, com bosques de ribeira e carvalhais nas margens. O megalitismo tem ao longo do rio grande expressão, como se pode constatar pela presença de dólmens na serra das Talhadas, com destaque para a Anta da Capela dos Mouros, uma das mais antigas antas da região, com mais de seis mil anos. Na proximidade do Vouga, as levadas de Carrazedo, com cerca de um quilómetro, e Paradela, uma obra notável que conduz a água do rio Varoso para abastecer o regadio de Paradela, convidam a um passeio ao som do murmurejar da água.

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