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Ilikethis | O museu onde natureza e história se encontram
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O museu onde natureza e história se encontram

O museu onde natureza e história se encontram

Bartolomeu Dias é, provavelmente, o nome mais conhecido da história que liga Portugal à África do Sul. Em Mossel Bay, onde Bartolomeu Dias parou após ter dobrado o Cabo da Boa Esperança, localiza-se um complexo museológico com o nome do navegador que tem como objetivo preservar os recursos naturais e patrimoniais desta cidade portuária.

Em 1488 Bartolomeu Dias foi o primeiro europeu a dobrar o Cabo das Tormentas, que rebatizou como da Boa Esperança, retrato da esperança de abrir novos caminhos às descobertas portuguesas. Nesse ano, o navegador português iniciou com a África do Sul uma relação histórica, para sempre marcada por este feito. Após ter passado o cabo, Bartolomeu Dias acostou a sua caravela em Mossel Bay, a 3 de fevereiro de 1488, tendo aqui efetuado os primeiros contactos entre europeus e povos indígenas. É no preciso local onde os exploradores contactaram com os locais que se localiza o complexo museológico Bartolomeu Dias, inaugurado a 3 de fevereiro de 1989, 501 anos depois da chegada do navegador português.

O museu tem como objetivo fundamental preservar os recursos naturais e patrimoniais de Mossel Bay, uma cidade portuária com mais de 82 mil habitantes. Para além disso, o museu visa ainda contribuir para o crescimento económico da região, atraindo visitantes de várias partes do mundo.

O complexo museológico agrega várias zonas, incluindo edifícios que datam entre 1830 e 1902. Entre as principais zonas de visita, destaque para o Museu das Conchas, que inclui uma coleção de conchas de todo o mundo, uma exposição de baleias e golfinhos e ainda um tanque que permite aos visitantes aprender ativamente sobre a vida marinha e as criaturas da costa sul-africana. Este museu está localizado ao lado da Post Office Tree [n.r. Árvore do Correio], um local com uma importante simbologia, uma vez que, dizem as lendas, o navegador português Pedro de Ataíde teria aí deixado uma carta, em 1500, dentro de uma bota debaixo de uma árvore que, mais tarde, foi encontrada por João da Nova. O Museu Marítimo é outros dos edifícios que integram o complexo Bartolomeu Dias. Edificado em 1901, tem atualmente uma réplica em tamanho real da caravela usada pelo descobridor português. Pode ver-se ainda um mural de cerâmica de azulejos que representa a mítica figura do Adamastor, uma exposição de Vasco da Gama, que retrata o contacto dos exploradores com os indígenas, e vários vestígios de naufrágios, como o Rosebud, destruído na praia de Diaz, em Mossel Bay, a 30 de agosto de 1888 durante uma tempestade.

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