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I Like This | “O Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave preservou um espólio único”
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“O Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave preservou um espólio único”

“O Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave preservou um espólio único”

A Bacia do Ave é uma região fortemente marcada pela indústria têxtil algodoeira e, ao longo dos tempos, foi-se afirmando neste setor, sendo atualmente a mais importante região têxtil de Portugal. O Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave surgiu em 1987 como um espaço de valorização deste legado e de salvaguarda de um património material e imaterial de grande relevo, explica José Manuel Lopes Cordeiro, coordenador científico do museu.

O Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave está a comemorar 30 anos de atividade. Qual a importância deste espaço no contexto regional?
O Museu completou 30 anos em julho, mas, na realidade, celebramos 30 anos da apresentação pública do projeto do museu. Há 30 anos convidamos as autarquias do vale do Ave para a criação de um Museu da Indústria Têxtil da Bacia do Ave e a apresentação pública decorreu no Palácio Vila Flor, em Guimarães. Há que ter em conta que, nessa altura, em 1987, estavam a registar-se várias falências de fábricas históricas na região e percebemos que não existia nenhuma instituição que pudesse recolher o espólio dessas fábricas que, em muitos casos, era histórico e museológico. O que estava a acontecer era a iminência de desaparecer tudo, ao nível da maquinaria, da documentação e das memórias de quem trabalhou na indústria têxtil da bacia do Ave. Só um museu podia salvaguardar este imenso espólio. Esta foi uma ideia apresentada às autarquias e rapidamente acolhida com agrado. No entanto, foram precisos alguns anos para se iniciar a criação efetiva do museu, que foi inaugurado em Vila Nova de Famalicão, sendo que, apesar de se localizar nesta cidade, tem como foco a indústria têxtil da bacia do Ave. Este foi um dos primeiros museus industriais em Portugal, numa altura em que no nosso país não existia muita abertura para a importância dos museus industriais, ao contrário do que acontecia no resto da Europa.

Como se caracteriza o acervo do museu?
Este é um museu de arqueologia industrial e que, portanto, está alicerçado nesta perspetiva. Em termos genéricos, o museu procura mostrar o que foi a industrialização da bacia do Ave e as transformações que provocou na sociedade, na economia, na paisagem e na cultura. Como tal, temos um espólio muito diversificado que inclui peças de laboratório, instrumentos, maquinaria têxtil de vários tipos, de várias épocas e que percorre todo o processo de produção, desde a entrada do fardo de algodão na fábrica até à saída do fio, à tecelagem e aos acabamentos. Por outro lado, temos um arquivo documental que visa salvar os arquivos das empresas que vão à falência, dispomos de uma biblioteca especializada com revistas técnicas e manuais e ainda um pequeno arquivo de história oral que temos vindo a construir com entrevistas a operários, técnicos e empresários.

Veja a entrevista na íntegra na compra da 18ª edição da revista em www.micas.pt

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