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Ilikethis | “O MAAT encara a cultura urbana e a tecnologia através do olhar dos artistas”
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“O MAAT encara a cultura urbana e a tecnologia através do olhar dos artistas”

“O MAAT encara a cultura urbana e a tecnologia através do olhar dos artistas”

 

O que esteve na origem da criação do Museu da Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), o novo museu de arte contemporânea de Lisboa?

Na origem do MAAT está a Central Tejo, o antigo Museu da Eletricidade, que foi o primeiro museu da Fundação EDP. Portanto, este novo museu nasce da vontade da Fundação e do Grupo EDP de ter um museu internacional com um conceito amplo, de forma a contribuir para a cultura na cidade de Lisboa. Neste caso, a ideia de juntar arte, arquitetura e tecnologia está associada ao facto de dispormos de dois edifícios, um que ainda será inaugurado e que tem uma linguagem do século XXI e um edifício do século XX que é marcante na paisagem ribeirinha e é património industrial. Uma vez que as questões da tecnologia e ciência já eram um tema presente no Museu da Eletricidade, mantivemo-las no novo Museu. O MAAT pretende encarar a cultura urbana e a tecnologia através do olhar dos artistas contemporâneos.
O MAAT foi recentemente inaugurado. Quais as características deste espaço?

A remodelação da Central Tejo já foi inaugurada, onde se destaca o circuito permanente em que é explicada a história deste local e de que forma era produzida a energia, bem como a relação da ciência com a produção de energia até aos nossos dias. Este já era um percurso muito visitado por grupos de escolas, mas que agora adquire um novo foco de interesse, uma vez que se cruza com o espólio de arte contemporânea, com a inauguração de três exposições. Uma das mais relevantes é a da coleção da Fundação EDP, que nunca tinha sido apresentada ao público. Estreamos ainda uma galeria que irá acolher exposições de circuito internacional. Neste caso, temos como
exemplo a Lightopia, que esteve patente no Vitra Design Museum, e que retrata o impacto da luz artificial na cultura humana, quer seja do ponto de vista do design ou das transformações. No futuro temos outras exposições previstas, como a Artistes et Architecture, Dimensions variables do Pavillon d’Arsenal, em Paris, que foca o modo como os artistas olham para a arquitetura e que estará presente no MAAT em 2017. Teremos uma programação que se dirige ao grande público e que traz a Portugal uma diversidade de exposições organizadas por entidades internacionais, mas também continuamos a manter uma área onde mostramos obras de artistas nacionais. Estes espaços constituem uma parte do MAAT, sendo que o outro polo será um novo edifício, cuja inauguração será a 5 de outubro, e que apresentará exposições concebidas para um espaço de linhas fluídas e arquitetura orgânica. Neste edifício faremos instalações, como é o caso da Utopia/Distopia, que começará com uma instalação de Dominique Gonzalez-Foerster.
Tendo em conta a riqueza deste novo museu, qual a sua importância no contexto turístico da cidade de Lisboa?

Sendo um museu privado financiado pela EDP, o MAAT irá permitir ter algum dinamismo de modo a garantir que o público turístico que vem a Lisboa encontre uma oferta cultural que podia encontrar em qualquer capital europeia. Habitualmente, os turistas que visitam Lisboa escolhem a cidade para um city break, ou seja, passam três a quatro dias na capital e têm um nível cultural elevado. Esta oferta junta-se a outras já existentes, como o Museu Berardo, o Museu do Chiado e a Fundação Gulbenkian, que já ofereciam um panorama relativamente rico. O que difere o MAAT é que integra uma programação contemporânea ligada a circuitos internacionais.

Leia a entrevista na íntegra na compra da 14ª edição da I Like This.

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