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Ilikethis | “Não sinto pressão, sinto-me orgulhoso por fazer soar o hino português”
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“Não sinto pressão, sinto-me orgulhoso por fazer soar o hino português”

“Não sinto pressão, sinto-me orgulhoso por fazer soar o hino português”

Já foi vice-campeão de Moto3 e em 2017 conquistou três Grandes Prémios em Moto2. É natural de Almada e tem apenas 23 anos. Miguel Oliveira é uma das estrelas do momento do desporto nacional e tem levado Portugal aos quatros cantos do mundo com as suas vitórias. Com os pés assentes na terra, o jovem piloto garante que é a andar de moto que é feliz e revela como gostaria de ser recordado no futuro.

Começando pelo início da tua carreira profissional, como é que as motos entraram na tua vida?
Desde muito cedo que acompanhava o meu pai nas concentrações motards e nas suas corridas e, por isso, não foi difícil apanhar o gosto pelas motos.

Como foi a reação dos teus pais quando perceberam que o que querias ser quando fosses grande era piloto?
Ser piloto foi algo que foi acontecendo ao longo do tempo. O acordo com os meus pais era o de obter boas notas escolares e, em contrapartida, tinha as motas, por isso acabou por não ser nenhuma surpresa.

No teu percurso, a medicina dentária cruzou-se com o motociclismo. De que forma surgiu o interesse por esta área? Ser médico-dentista é um plano de futuro para a fase pós-piloto?
Desde pequeno que quis ser médico. A medicina dentária surgiu por influência de um amigo do meu pai, o Dr. Javier Gomez. Havia entrado em Cardiopneumologia em Lisboa, mas o facto de ter uma universidade de medicina dentária, a Egas Moniz, perto de casa, facilitou a minha decisão. Sem dúvida que quero exercer a profissão quando me retirar das corridas.

De que forma concilias as competições com a vida pessoal e académica?
O foco principal são as corridas. Por isso, entre corridas, treinos e preparação física, atualmente, não sobra muito espaço para fazer outras coisas.

Sentes que já abdicaste de alguma coisa na tua vida pelo facto de teres escolhido ser piloto profissional?
Sim, sem dúvida. Quando alguém quer ser bom naquilo que faz tem obviamente de fazer algumas escolhas, como por exemplo: ou vai sair com amigos ou vai descansar.

Como é que é um dia normal na tua vida?
Um dia normal fora das corridas envolve desde treino físico, a entrevistas, mas também estudo e descanso.

O que mais gostas de fazer fora das pistas?
Adoro estar no sofá ou dar um passeio.

O que é que é mais difícil em ser o Miguel Oliveira?
Basta ser eu.

Qual o sabor das vitórias?
É saber que todo o nosso esforço foi recompensado.

Sendo tão jovem, de que forma lidas com as derrotas e as fases mais negativas?
Desde muito cedo que fui aprendendo a lidar com as adversidades, por isso é-me mais fácil ultrapassar as fases menos boas.

Quais as características que consideras ter que contribuem para o teu sucesso?
Penso que o facto de ser uma pessoa disciplinada e com objetivos bem definidos tem contribuído para o meu percurso.

Como é que te defines?
Honesto e trabalhador.

Qual o teu lema de vida?
Nunca desistir.

O que pensas quando olhas para o que já atingiste com apenas 23 anos?
Sinto-me feliz, mas honestamente não penso nisso.

O que é que te faz mais feliz?
Andar de moto e a minha família.

Em 2015 foste vice-campeão mundial de Moto3 e na última temporada terminaste o campeonato de Moto2 em terceiro lugar. Perante isto, andar de mota continua a ser uma paixão ou é já uma profissão?
É uma paixão.

Em 2017 foste o primeiro português a vencer uma prova de Moto2, no GP da Malásia e posteriormente conquistaste o primeiro lugar em mais dois GP. Como é que se lida com a pressão de ser o primeiro e o melhor português neste desporto?
Não sinto qualquer pressão, sinto-me apenas orgulhoso por fazer soar o hino português.

Qual a importância do número 44 na tua vida?
É um número simpático que representa o meu dorsal na moto.

Qual o principal conselho que recordas dos teus pais?
Ainda hoje os conselhos são os mesmos: divertir-me e seguir os meus sonhos.

Qual foi a melhor coisa que disseram sobre ti?
A melhor coisa que disseram sobre mim é que sou humilde.

Como gostarias de ser recordado daqui a 100 anos?
Gostaria de ser recordado como um lutador.

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