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Museu do Ar celebra 50 anos de existência em 2018

Museu do Ar celebra 50 anos de existência em 2018

Dois polos visitáveis, uma sede principal em Sintra, um acervo de mais de 10 mil peças, 60 mil visitantes em 2017 e 50 anos de existência. Estes são os dados gerais do Museu do Ar, um espaço museológico que celebra o seu cinquentenário a 21 de fevereiro deste ano. Nesse dia, há 50 anos atrás, em 1968, era fixada a existência legal do Museu do Ar através da publicação de Decreto-Lei.

A inauguração oficial deste espaço museológico aconteceu em Alverca a 1 de julho de 1969, num antigo hangar das Oficinas Gerais de Material Aeronáutico (OGMA), tendo aberto ao público passados dois anos. Com um acervo em constante crescimento, o espaço disponível em Alverca acabou por se revelar insuficiente, condicionando a qualidade expositiva da coleção. Perante esta situação, a Força Aérea projetou um novo espaço museográfico a partir da recuperação de um hangar na Base Aérea nº1, na Granja do Marquês, no concelho de Sintra. Sendo a base aérea mais antiga de Portugal, onde milhares de pilotos militares portugueses foram instruídos a voar. Este projeto para um novo espaço do Museu do Ar contou com o apoio da Câmara Municipal de Sintra, da TAP-Air Portugal e da ANA – Aeroportos de Portugal. O projeto foi concretizado em 2009, comemorando-se simultaneamente os 100 anos da Aviação em Portugal.

Em 2011 foi inaugurada uma nova área expositiva, que correspondeu à segunda fase de expansão do museu. Num total de 3000 metros quadrados, esta área resulta da reestruturação de três hangares cuja matriz arquitetónica remonta a 1920, numa altura em que a Escola de Aviação Militar de Vila Nova da Rainha se transferiu para a Granja do Marquês. Além destas áreas de exposição, em 2005 foi constituído em Ovar, nas instalações do Aeródromo de Manobra nº1, em Maceda, um polo que permite ao público do norte do país ter contacto com a história e a cultura aeronáutica.

Sendo o único Museu de Aviação em Portugal, a área expositiva do Museu está dividida em oito zonas: loja, hangar principal, sala dos Transportes Aéreos Portugueses, sala Aeroportos e Navegação Aérea, três Hangares Históricos e Sala dos Pioneiros. No total, a exposição abarca o período do início da aviação em Portugal, fazendo o trajeto desde Bartolomeu de Gusmão, no século XVII, até final do século XX. Nas várias zonas é possível ver peças museológicas únicas do ponto de vista da preservação da história da aeronáutica em Portugal, incluindo 42 aeronaves que serviram na Aeronáutica Militar, Aviação Naval e Força Aérea Portuguesa. Além destas aeronaves, o acervo inclui hélices, motores, cockpits, simuladores e objetos pessoais, documentos e condecorações, expostos na Sala dos Pioneiros. Neste espaço recordam-se figuras relevantes da Aviação Portuguesa, nomeadamente pessoas que intervieram nas travessias aéreas intercontinentais realizadas nos anos 20 e 30. O museu incorpora ainda acervos de entidades relacionadas com a aviação em Portugal, nomeadamente a TAP-Air Portugal e a ANA Aeroportos de Portugal. É ainda visitável a placa do Museu do Ar, com aeronaves de patrulhamento marítimo, destacando-se o P2V-5 Neptune, único na Europa.

Em 2017 o Museu do Ar, compreendendo os seus dois polos em Alverca e Ovar e a sede principal em Sintra, ultrapassou os 60 mil visitantes, o que representa um crescimento na ordem dos 20 por cento comparativamente com o ano anterior, de acordo com informação disponibilizada pelo Museu.

A celebrar 50 anos de existência oficial, o futuro do Museu do Ar passa, em primeiro plano, por “enfrentar alguns desafios de caráter estrutural, no sentido de dar continuidade ao esforço (…) de preservação da história e cultura aeronáuticas, empenho que se resume na expressão Dever de Memória”, explica a direção do museu. A orientação para a melhoria contínua dos serviços prestados inclui uma aposta na diversificação da oferta dirigida a diferentes segmentos etários ou a grupos com interesses específicos e ainda o recurso a novas tecnologias como ferramenta de interação.

Tendo em conta a vertente de conservação e restauro de peças, o Museu do Ar pretende ainda reforçar a “capacidade de levar a cabo o restauro de aeronaves com significativo valor histórico”. A abertura de novos polos é também um cenário previsto, nomeadamente “na zona sul do país e nos Açores”, assim como a expansão das instalações de Sintra, revelou o Museu. Estes novos espaços permitirão expor ao público novas aeronaves e equipamentos e materiais já existentes em reserva.

 

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