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I Like This | “O povo português é mais orgulhoso de si próprio e acredita no futuro do país”
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“O povo português é mais orgulhoso de si próprio e acredita no futuro do país”

“O povo português é mais orgulhoso de si próprio e acredita no futuro do país”

Apesar da distância geográfica entre Portugal e a Dinamarca, os dois países têm muitos interesses semelhantes na União Europeia, na NATO, nas Nações Unidas e nas relações comerciais. Michael Suhr, embaixador da Dinamarca em Portugal desde 2014, explica a aproximação entre os dois países durante este período e considera que Portugal é hoje um país com mais esperança no futuro.

A relação de Portugal com a Dinamarca tem várias centenas de anos. Como se pode caracterizar essa relação nos dias de hoje?
As nossas relações têm origens antigas. Foram diplomaticamente e economicamente seladas pela primeira vez em
1214, quando o rei dinamarquês Valdemar II se casou com a princesa portuguesa Berengaria. Nos últimos anos a relação política e económica entre os dois países intensificou-se, especialmente a partir de 2014, quando começamos a fortalecer a nossa cooperação a nível energético e ambiental. À luz do Brexit, estamos a tentar identificar mais e mais possibilidades de cooperação política. Compartilhamos um terreno comum em muitas áreas, como o mercado interno, água, energia, comércio e segurança no Golfo da Guiné. Apesar das nossas diferenças, certamente que temos interesses comuns, que superam a divisão norte-sul estereotipada.

Como avalia as relações económicas entre os dois países?
É uma relação que tem vindo a crescer. Estamos a tentar desenvolver diplomacia económica em áreas relacionadas ou complementares à nossa cooperação política. O exemplo que eu normalmente dou é clima, energia e água. A nossa cooperação foi inicialmente política e começou quando estávamos fortemente alinhados nas negociações da União Europeia nesta área, em 2014. O ambicioso perfil verde de Portugal e da Dinamarca tornou-se uma base para o reforço da cooperação política e económica. Desde então trabalhamos para criar vantagens económicas mútuas a partir desse relacionamento, por meio da diplomacia económica, em benefício das empresas.

Houve também um esforço para cooperar ao nível da eficiência energética. Quais as vantagens desta cooperação para os dois países?
No setor de energia existem muitas complementaridades e coisas que podemos aprender uns com os outros. O setor eólico é um exemplo. O subsetor da eficiência energética é outra área em que desenvolvemos competências nas últimas décadas. Isto é muito relevante para o setor da habitação e construção em Portugal. Eu nunca senti tanto frio numa casa como na que eu tinha aqui! Devido à nossa tradição na Dinamarca de investir em paredes, janelas e telhados de qualidade, as nossas casas têm uma temperatura estável durante todo o ano e são adequadas para todos os tipos de clima. Acreditamos que Portugal podia usar a nossa experiência neste campo e ser mais ambicioso, incentivando pessoas e empresas a poupar – porque a energia mais barata é aquela que não se usa. Este é um campo com muito potencial e a Embaixada realizou atividades conjuntas com o Estado, empresas e autoridades locais para trocar experiências sobre como as ações coletivas podem melhorar a eficiência energética.

Já visitou vários locais em Portugal. Quais os que mais o marcaram?
Portugal tem muitos lugares bonitos e interessantes, como por exemplo a Costa Vicentina, uma cidade como Vila Nova de Milfontes, a beleza do Douro e o encanto do Porto. Tenho notado uma grande mudança na cidade de Lisboa. Eu vim aqui quando era jovem, em 1985, e lembro-me de como era uma cidade escura e não tão atraente. Agora é um novo amanhecer para Lisboa: a cidade tem uma nova energia e é atraente para os jovens.

Leia a entrevista na íntegra fazendo o download da 21ª edição da I Like This em www.micas.pt

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