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I Like This | “É fácil para os austríacos relacionarem-se com os portugueses”
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“É fácil para os austríacos relacionarem-se com os portugueses”

“É fácil para os austríacos relacionarem-se com os portugueses”

Separados por cerca de 2500 quilómetros, com diferentes culturas, povos e paisagens, Portugal e Áustria têm estabelecido uma relação de cooperação internacional assente no entendimento mútuo e na integração na União Europeia. Thomas Stelzer, Embaixador da Áustria em Portugal, revela as diferenças e semelhanças que encontra entre os dois países e identifica os desafios inerentes a esta relação bilateral.

Como pode ser caracterizada a relação entre Portugal e a Áustria?
A relação não tem problemas. Temos um relacionamento muito positivo, muito próximo. De facto, o Ministro dos Negócios Estrangeiros de Portugal, Augusto Santos Silva, afirmou publicamente que é bom para Portugal não ter apenas amigos no sul da Europa, como Espanha e Itália, e no norte, como a Suécia e a Dinamarca, mas também na Europa central, como a Áustria. Isto reflete a visão portuguesa e, obviamente, a visão austríaca é semelhante. Portugal e a Áustria estão muito distantes geograficamente, a cerca de 2500 quilómetros. Historicamente temos também diferentes interesses. Portugal sempre foi orientado para os mares, para o oceano Atlântico, para o mundo, e hoje centra-se muito em África e nas suas antigas colónias. Os interesses da Áustria foram direcionados tradicionalmente para a Europa oriental e do sudeste. Ao mesmo tempo, e apesar dessas diferentes áreas de interesse, vemo-nos como amigos.

Como se caracteriza o investimento austríaco em Portugal? De que forma é que as empresas austríacas e os investidores veem o país?
O investimento é saudável, mas pode ser aumentado significativamente. Acredito que esta é também uma questão das prioridades regionais mencionadas anteriormente. Existe um grande potencial que não tem sido realizado em algumas áreas. Se compararmos Portugal e a Áustria economicamente, os dois países têm algumas semelhanças: uma base sólida em pequenas e médias empresas, indústria e uma importância crescente do turismo. Portugal vê-se como um país inovador e a Áustria também. Ambos os países são o lar de muitas startups, que estão a competir globalmente. Há também a importância da indústria automobilística em ambos os países, sendo a Áustria forte na produção de peças de automóveis – algumas das nossas empresas têm locais de produção aqui – e Portugal brilha com a Autoeuropa. Mas, isso não significa que não vejo um forte potencial de crescimento noutros setores e, certamente, há um mercado em Portugal para os bens austríacos.

Do que conhece do país, quais os locais em Portugal que ficaram na sua memória?
Portugal tem muitos lugares bonitos porque muito pouco foi destruído pelas guerras. Nesse aspeto, Portugal é muito privilegiado. Eu venho de um país que teve muita da sua substância histórica original destruída pelas múltiplas conquistas e guerras que assolaram a Europa central. Somente com o estabelecimento da União Europeia é que conseguimos uma paz duradoura. Portugal foi poupado a este tipo de destruição repetida e, portanto, conduzir por Portugal significa conhecer uma cidade ou vila histórica encantadora atrás de outra. Em Portugal a história está em todo o lado. Uma das minhas cidades favoritas para visitar é Guimarães. Embora me tenha deixado muito feliz trazer muitos músicos e artistas austríacos para Portugal, o concerto de Schubert que realizamos em Guimarães, juntamente com a Câmara Municipal e parceiros locais, ficará para sempre como um ponto alto para mim.

Leia a entrevista na íntegra fazendo o download da 19ª edição da I Like This em www.micas.pt

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