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Carmen Miranda: a Pequena Notável do Marco de Canaveses

Carmen Miranda: a Pequena Notável do Marco de Canaveses

O que é que a baiana tem? Irreverência, talento e graciosidade. Foi desta forma que Carmen Miranda, baiana de coração, percorreu o mundo, levou a língua portuguesa aos quatro cantos do planeta e conquistou Hollywood. Mas, as suas raízes, remontam à freguesia de Várzea de Ovelha e Aliviada, em Marco de Canaveses, onde nasceu há 108 anos.

Várzea de Ovelha e Aliviada, freguesia de Marco de Canaveses. Dia 9 de fevereiro de 1909, três horas da tarde. Numa pequena casa nascia Maria do Carmo Miranda da Cunha, filha do barbeiro José Maria Pinto da Cunha e da sua mulher Maria Emília de Miranda. Este nome não lhe diz nada? E se lhe dissermos que, anos mais tarde, Maria do Carmo seria conhecida como Carmen Miranda?

Há 108 anos, a Pequena Notável, como ficou conhecida mais tarde, nascia em Marco de Canaveses. Viveu nesta cidade perto do Porto pouco mais do que nove meses, altura em que embarca com a sua família rumo ao Rio de Janeiro. Carmen nunca mais voltou ao país que a viu nascer e, a partir daí, a sua história é a que todos conhecemos. A jovem portuguesa que adotou o Brasil como país do coração sempre teve na música a sua paixão e, como adolescente, já cantava numa loja de gravatas, onde arranjou o primeiro emprego na capital brasileira. Mais tarde, reza a história, trabalhou numa chapelaria e, por isso, não é de admirar que muitos dos seus trajes e turbantes tenham sido pensados e confecionados pela própria.

A estreia oficial de Carmen Miranda como cantora aconteceu a 7 de fevereiro de 1929 num festival em benefício da Policlínica de Botafogo e, rapidamente, a sua voz e o seu estilo inconfundível começaram a conquistar fãs. O cinema foi a aventura seguinte: estreou-se num documentário em 1933 e dois anos depois participou no filme Alô, Alô, Brasil. O salto internacional da Bomba Brasileira deu-se em 1939, quando se mudou para Nova Iorque. Por terras americanas, Carmen Miranda entrou em musicais da Broadway, cantou para Franklin Roosevelt, presidente norte-americano, e viveu em Hollywood, onde acabou por morrer em 1955 de ataque cardíaco, com apenas 46 anos. O cortejo fúnebre juntou no Rio de Janeiro cerca de 500 mil pessoas e o Cemitério de São João Batista é a sua última morada. Do repertório da artista, que conta com uma estrela no Passeio da Fama em Hollywood, ainda hoje se canta “O que é que a baiana tem”, “Mama eu quero”, “Taí”, “Adeus batucada”, “Camisa listrada” e “Balancê”.

Carmen Miranda era uma baiana com sangue português, algo de que sempre se orgulhou. Na sua cidade natal mantêm-se as referências à cantora e atriz que saiu do Marco de Canaveses para conquistar o mundo. A primeira homenagem do município a Carmen surgiu nos anos 80, quando o Museu Municipal acolheu algumas ofertas da comunidade brasileira que depositaram peças alusivas à artista, passando desde 1985 a adotar a designação de Museu Municipal Carmen Miranda. Atualmente, este museu integra um acervo museológico composto por um conjunto de coleções de pintura, escultura, numismática, arte sacra e etnografia e ainda a Sala Carmen Miranda, que toma como referência a ilustre figura marcoense, reunindo o espólio recolhido até ao momento, nomeadamente peças de vestuário e calçado. A Câmara Municipal local tem procurado aumentar o acervo museológico, organizando para o efeito o Prémio Carmen Miranda, promovido anualmente desde 2009, e o Concurso de Expressão Plástica Carmen Miranda, direcionado a alunos do concelho. Neste Museu Municipal está ainda o Espaço Arte, vocacionado para exposições temporárias das mais variadas correntes artísticas ou temáticas.

 

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