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Ilikethis | A memória de um passado que não se quer esquecer
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A memória de um passado que não se quer esquecer

A memória de um passado que não se quer esquecer

Foram 46 anos, entre 1948 e 1994. 46 anos de um regime que segregava a sociedade consoante a raça, no qual os direitos da maioria dos habitantes foram definidos pelo governo formado por uma minoria branca. O Museu do Apartheid conta a história das pessoas que viveram este período e, acima de tudo, promove a luta contra a discriminação racial.

O edifício em pedra cinzenta e metal forjado induz uma sensação de isolamento, distância e deslocação, mas é quando se entra no Museu do Apartheid, em Joanesburgo, que se tem uma pequena perceção do quão discriminatório foi o regime de segregação racial. No bilhete de acesso ao museu está a indicação da porta pela qual deve entrar: se tiver um bilhete que diz “entrada para brancos” é por essa porta que deve começar a sua visita e se, pelo contrário, tiver um bilhete com a indicação “entrada para não-brancos”, terá uma porta diferente ao seu dispor. Após o impacto inicial, a visita a este museu é uma viagem pela memória de um passado que não se quer esquecer, pelos nomes, rostos, objetos e histórias de pessoas que passaram pelos 46 anos de Apartheid que aconteceram na África do Sul e que tiveram início em 1948, após as eleições gerais que deram a vitória ao Partido Nacional, um governo de minoria branca.

Mais do que contar a história de pessoas e mostrar como foi a segregação racial, o Museu do Apartheid, inaugurado em novembro de 2001, tem como objetivo consciencializar os visitantes e promover continuamente a luta contra a discriminação racial.

Com uma estrutura multimédia, o acervo do museu inclui fotografias, vídeos, painéis, objetos e outros artigos que contam a história de pessoas comuns e famosas que experienciaram o Apartheid, como o ex-presidente Nelson Mandela, figura marcante para o final do regime. As exposições incluem artefactos do primeiro conflito entre colonos
europeus e habitantes africanos indígenas, no século XVI, há salas dedicadas ao Julgamento de Rivonia, no qual Mandela foi sentenciado a prisão perpétua, e ainda vídeos dos mais importantes discursos da época. Um dos locais mais marcantes para quem visita o Museu do Apartheid é um quarto com 131 nós suspensos, que representam os 131 prisioneiros políticos enforcados por traição durante o regime.

De acordo com o site de viagens TripAdvisor, o Museu do Apartheid é considerado a principal atração turística de Joanesburgo, a maior cidade da África do Sul.

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