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I Like This | A Índia ou se ama ou se odeia
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A Índia ou se ama ou se odeia

A Índia ou se ama ou se odeia

Sofia Macedo viajou em 2013 para a Índia com uma amiga. A profissional de marketing digital visitou este país e descobriu os encantos de Varanasi, uma das cidades mais antigas do mundo, de Agra e do Taj Mahal, de Jaipur e Udaipur, cidade dos palácios, e falou português em Goa. Sofia saiu da Índia com a certeza de se ter apaixonado por este país.

Mais do que um país, a Índia é um continente! Em cada região o idioma muda, assim como a comida, os costumes e as histórias. Há cor, música, cheiros e beleza. Uma mistura entre o novo e o velho, com mulheres de mini-saia e saltos e outras de sari descalças. É que na Índia há também pobreza, sujidade e caos.
Quando em 2013 decidi ir à Índia com uma amiga foram muitos os avisos sobre os cuidados a ter. Afinal, a Índia é um dos piores países para se nascer mulher. Contudo, assim que nos deixarmos levar, facilmente nos apaixonamos. Os indianos adoram falar e são muito hospitaleiros. Facilmente acabava dentro da cozinha à conversa, a tomar chá nas lojas ou a ser apresentada à família! Até fomos convidadas num casamento!

O primeiro destino foi Varanasi, que é uma das cidades mais antigas do mundo, sendo também a mais sagrada do hinduísmo.

Seguiu-se Agra e o Taj Mahal. Durante a viagem alguns viajantes disseram-nos que tinham passado o Taj – “demasiado turístico”, diziam. É o seguinte: há coisas que são turísticas por alguma razão! O Taj é um “amor é fogo que arde sem se ver” com alicerces, perfeito e harmonioso. Vão!
No Rajastão, visitamos Jaipur e Udaipur, a cidade dos palácios e histórias de encantar. Em Goa demos por nós a falar em português. Afinal, de 1505 a 1961 existiu aqui a Índia Portuguesa. E antes de terminarmos em Deli, ainda explorámos os campos de chá de Kerala.

Fizemos de comboio muitas destas viagens e, sinceramente, não tenho nada a apontar, nem à pontualidade. E tantas horas de viagem dão para meter conversa e, pelo meio, há paisagens bonitas, estações caóticas e comida para experimentar.

A Índia obriga-nos a um confronto com o que nós somos e com a sorte que temos, pois muita da pobreza que ali vemos ultrapassa-nos e dói. Quando recordo esta viagem é como se um filme rápido passasse pela minha cabeça. Há saris coloridos, música de Bollywood (e eu a dançar desastradamente), abraços, gente a catar lixo na rua, cheiros de comida, sorrisos, gente de mão estendida, o Ganeixa, o jeitinho indiano (amoroso) de abanar a cabeça, o paneer, … A Índia não se explica. À Índia vai-se.

Sofia Macedo
https://sofiamacedo.com

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