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I Like This | A Finlândia está nos detalhes
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A Finlândia está nos detalhes

A Finlândia está nos detalhes

A Finlândia foi a primeira paragem do cruzeiro que fiz no Báltico, no passado mês de julho. Na minha bagagem não levava grandes expectativas, mas sim muita curiosidade sobre aquilo que este país tinha para me oferecer. O pouco que conhecia devia-se aos muitos postais que recebi através do postcrossing – um projeto de troca e envio de postais para pessoas de todo o mundo, que tem na Finlândia uma grande base de fãs.

A paragem no porto de Helsínquia demorou cerca de seis horas, pelo que não houve grande tempo para deambular livremente pela cidade. A parte da manhã foi passada no centro, com uma paragem na Temppeliaukio Church – igreja luterana com uma arquitetura peculiar, toda em granito e teto em cobre, em forma de cúpula, com umas pequeninas 180 janelas que formam uma espécie de grande piano redondo. Mais tarde parámos também na Catedral da capital finlandesa. O resto da cidade foi percorrida de autocarro, apreciando as vistas, tentando captar ao máximo o seu espírito.

Mas foi durante a tarde que o meu coração ficou rendido à Finlândia, quando nos deslocamos a Porvoo, a uma hora de Helsínquia. Esta é uma das localidades mais antigas do país e visita-la foi como entrar numa pequena casa de bonecas – linda, cuidada, pitoresca, como se tudo fosse tirado de um conto de fadas e passado para a realidade, mesmo nos pequenos detalhes. As casas de madeira pintadas a cor pastel, as lojas recheadas de souvenirs especiais e peças fora do normal, as gelatarias à antiga no meio da rua, o cheiro adocicado vindo de uma chocolataria próxima, os sinos da igreja lá no cimo e uma parelha de violinistas a tocar na praça central. No fundo, uma daquelas cidadezinhas de filme que nos aquecem o coração e onde se consegue perder uma tarde só a reparar em todos os pormenores deliciosos que nos rodeiam.

Seis horas depois, já de volta ao barco, apercebi-me que foi mesmo Porvoo que marcou a minha ida à Finlândia, o que prova que nem sempre as coisas mais conhecidas são as melhores. Devo confessar que Helsínquia não me tirou a respiração, nem me fez tremer de espanto. Pareceu-me uma cidade tranquila, com alguns edifícios antigos e bonitos que lhe conferem personalidade, mas sem os típicos “highlights” de cortar a respiração – e isso não é necessariamente mau.

Numa altura em que o turismo rende milhões, a Finlândia parece manter-se intacta e igual a si própria: sem grandes monumentos ou atrações turísticas, mas tranquila no seu todo, coerente com a sua calma, com os seus campos verdes e nos pormenores mais simples.

Carolina Guimarães

http://entre-parentesis.blogs.sapo.pt/

 

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