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I Like This | “25% das pessoas abrangidas pelo programa Abem são crianças até aos 18 anos”
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“25% das pessoas abrangidas pelo programa Abem são crianças até aos 18 anos”

“25% das pessoas abrangidas pelo programa Abem são crianças até aos 18 anos”

Para cuidar da saúde de todos, a Associação Dignitude criou o programa Abem em maio de 2016. O que começou como um projeto-piloto é hoje em dia um programa solidário que permite o acesso a medicamentos comparticipados, sem custos para os beneficiários. Até ao momento mais de 3000 pessoas beneficiaram do programa Abem, num total de 51 mil medicamentos distribuídos, revela Francisco Faria, vogal da Associação Dignitude.

O programa Abem começou como um projeto-piloto, mas atualmente já está em pleno funcionamento. O que se pretende com este projeto?
O Abem começou como um projeto-piloto há cerca de dois anos. Atualmente já está completamente implementado em quase todos os distritos do país. Segundo dados de dezembro de 2017, temos neste momento 3000 beneficiários e o objetivo passa por aumentar bastante este número. A necessidade do Abem foi identificada nas farmácias. Começou-se a perceber que existia uma necessidade de permitir às pessoas ter acesso aos medicamentos do dia-a-dia, aqueles que são essenciais. A partir da identificação dessa necessidade, quatro entidades promotoras – Associação Nacional de Farmácias (ANF), Apifarma, Plataforma Saúde em Diálogo e Cáritas Portuguesa – associaram-se a algumas personalidades para a criação de uma IPSS, a Associação Dignitude, cujo primeiro programa é o Abem. Este projeto consiste, em traços gerais, na disponibilização de medicamentos comparticipados a quem não tem a possibilidade de os adquirir.

Como se processa o programa?
Trabalhamos em estreita parceria com entidades locais, como sejam as Câmaras Municipais e as Juntas de Freguesia, uma vez que são estas entidades que estão no terreno e melhor conhecem as pessoas. Depois de referenciadas, as pessoas têm acesso aos medicamentos indispensáveis à sua saúde comparticipados a 100 por cento pelas farmácias através de um cartão, de uma forma discreta, com toda a dignidade e sem estigmatizações.

Qual a recetividade ao Abem por parte das entidades locais?
Tem existido uma grande dinâmica neste projeto e as entidades participantes estão bastante satisfeitas, por vários motivos: burocraticamente é um processo simples, a logística associada também fácil e a comparticipação é automática na farmácia. Mas acredito que um dos principais fatores seja o facto de todos os donativos ao programa serem direcionados para o financiamento da medicação. Estes donativos podem ser efetuados por qualquer pessoa,
seja nas campanhas que decorrem duas vezes por ano nas farmácias ou no site Abem. Sentimos também que há cada vez mais municípios que querem integrar o programa e isso é bastante positivo.

De que forma avalia o projeto até ao momento?
A avaliação pode ser feita de duas formas: por um lado, constatamos que este programa era, de facto, necessário e está a ter um impacto positivo na vida de muitas pessoas e, acima de tudo, na vida de muitas famílias; por outro lado, acabamos por perceber, através dos dados que temos recolhido, que 25 por cento da população abrangida pelo programa são crianças até aos 18 anos. Em termos estatísticos, posso dizer que entre maio de 2016 e dezembro
de 2017 foram dispensados 51 mil medicamentos a 3000 beneficiários, sendo que o programa está atualmente presente em 51 concelhos, através de 41 entidades e 338 farmácias. O nosso objetivo é que estes valores quintupliquem, porque queremos ter um impacto positivo na vida das pessoas.

Leia a entrevista na íntegra na compra da edição 20 da I Like This.

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